Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007

A FIFA não é tão democrática como parece ser.

     A FIFA (Fédération Internationale de Football Association - fusão dos idiomas francês, onde foi fundada a entidade, e inglês, por serem os inventores do futebol) possui 208 membros(muitos deles não são países, como seu último membro, Gibraltar, que é um território pertencente a Grã Bretanha). É a entidade internacional com mais membros - os membros são chamados de seleções (batendo o COI- comitê olímpico internacional, com 202 membros, chamados de delegações - e a ONU- organização das nações unidas, com 191 membros, chamados de países).
      A FIFA sempre está em crescimento, surgiu na França, demorou a ser aceita pelos britânicos(donos do jogo, que já faziam parte da International Board- que até hoje regula as regras do futebol junto com a Fifa- e  se recusaram de início a se filiar à uma entidade sediada na França), hoje já tem como filiados confederações de países exolados da globalização, mas mesmo assim, ainda não é universal. E na contra mão da FIFA (que após a segunda guerra mundial passou a ter sua sede em Zurique, na Suíça) surgiu a NF-Board (sediada em Liège, na Bélgica), entidade com apenas 9 membros "não alinhados"(como a Groelândia e o Tibet), que lutam por aceitação no cenário do futebol mundial, mas por diversos fatores(como por serem colônias sem a mínima autonomia, embora tenham traços culturais que as enquadram como um estado nacional não oficial) só conseguem destaque em torneios paralelos àos midíaticos oficiais da FIFA , como a VIVA WORLD CUP, realizada na Occitônia (região da França) em 2006 e vencida pela Lapônia, após goleada sobre Mônaco por 21 a 1, com 4 gols de Erik Lamøy (artilheiro da competi
ção com 5 gols),no Stade Perruc, na cidade de Hyères. O troféu Nelson Mandela foi para a terra do Papai Noel e será colocado em jogo na próxima ediçã
o da VIVA World Cup.
       Rivalizando com a NF-Board, a KTFF(sediada na cidade de Lefkoşa, no Chipre do Norte) promoveu, também no ano de 2006, seu torneio, a ELF World Cup (Elf é a sigla para
Equalitie, Libertie, Fraternitie). Alguns membros da NF-Board foram seduzidos pela proposta tentatadora de participar de um torneio com tudo pago(passagens, hospedagens...) e a ELF world Cup contou com 2 grupos de 4 times(a VIVA world cup contou com apenas 3 equipes) e foi protagonizada por uma final mais disputada: os donos da casa venceram a Criméia(uma república autônoma da Ucrânia)  por 3 a 1(as duas equipes ja haviam se enfrentado pelo grupo B no mesmo Atatürk Stadium, em Lefkoşa, vitória dos anfitriões por 5 a 0)  e de quebra tiveram o artilheiro da competição, Ertaç Taşkıran, com 5 gols.

      Interessante que o Chipre do Norte havia lançada a sua candidatura para sediar a primeira VIVA world cup, e hoje, “rouba” seus membros.

       Muitos dos filiados da NF-Board e FTFF não são “países oficiais”, e sim colônias ou territórios, mas a recípocra para a Fifa é a mesma: além de diversas colônias e territórios(como o mais recente filiado, Gibraltar, colônia britânica) figurarem entre os 208 membros, a Grã Bretanha, que para a ONU é 1 nação, para a Fifa são 4 seleções: Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales. A diferença é que os excluídos da Fifa cansaram de esperar aceitação do orgão máximo(como as ilhas Guadalupe, que ficaram em quarto lugar da copa Ouro- torneio da Concacaf, a confederação das Américas do Norte, central e Caribe filiada a Fifa- e portanto não precisam mostrar mais nada para adquirerem o direito de participarem das eliminatórias da Fifa World Cup) e resolveram tomar iniciativa e participarem de torneios alternativos.

     É uma luta pela inclusão no contexto do futebol globalizado, e não necessariamente luta pela independência nacional(a Groelândia, colônia dinamarquesa, por exemplo, recebe de seus patrícios nórdicos investimento financeiro na educação e saúde de qualidade, mas, caso deixe de ser colônia, certamente perderá esses privilégios e consequentemente, cairá na miséria, então, não se luta pela independência na maior ilha do mundo).

       Itália, Lapônia e Chipre do Norte, o que essas seleções tem em comum? Foram as vencedoras dos toreios “máximos” que podem disputar. Miroslav Klose,  Erik Lamøy e Ertaç Taşkıran, o que esses jogadores tem em comum? Foram artilheiros absolutos dos torneios máximo que tem direito a disputar (com 5 gols). Então, estudando parte do complexo mundo da bola, chegamos a conclusão de que ele não é tão democrático quanto se imagina, pois futebol não se baseia apenas à Fifa, e mesmo sabendo que a seleção italiana certamente venceria as seleções da Lapônia e Chipre do Norte, e que tecnicamente supõe-se que Klose seja melhor que Lamøy e Taşkıran, nos esportes só podemos declarar um vencedor em campo e após o apito do árbitro, e muitos dos excluídos gostariam de ter a oportunidade de pelo menos disputar as eliminatórias da Fifa World Cup, beneficiando suas projeções mundiais e enriquecendo a entidade máxima com uma democrática “salada selecional”.

         A GrandEsports trará muito mais dos torneios alternativos de futebol para você, como as ligas regionais em Fortaleza(uma das cidades mais organziadas em torneios metropolitanos amadores) e sobre as numerosas divisões nos campeonatos paulista(torneio profissional mais complexo do Brasil) e inglês(o torneio nacional mais complexo do mundo, com um misto de equipes amadoras e profissionais em 10 divisões!), além de futebol feminino e, pegando a onda do criança esperança e jogos para-pan-americanos, futebol para especiais(futebol de 5- para cegos- e futebol de 7- para paralíticos cerebrais). Para saber mais sobre os torneios citados nesse texto, acesse:

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/NF-Board

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/VIVA_World_Cup

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/ELF_Cup

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/International_board

 

Lucas Franco, presidente da rede GrandEsportS.

          
publicado por pensepositivo às 05:53
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2 comentários:
De Hailton Andrade a 1 de Setembro de 2007 às 15:18
Rapaz, eu não conhecia essas disputas, mas é fato que a FIFA não é um órgão democrático. Além do mais, a FIFA está à serviço dos grandes centros do futebol, infelizmente.

Saudações tricolores de aço!
De Non-FIFA a 21 de Agosto de 2009 às 13:08
Para conhecerem noticias sobre os "excluidos" podem visitar o meu blog ou visitar um grande site http://nonfifanews.tk

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