Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

Viva o São João!

     O meio do ano é uma época maravilhosa, inclusive prefiro o mês de junho à o mês de dezembro. No mês de junho, eu faço aniversário(16), acontecem as festas juninas, a quente cidade na qual eu moro vive dias relativamente temperados(se comprados às outras 3 estações) e claro, tem também as férias(embora pequenas).

    Esse ano o São João vai cair num sábado, então, o feriado será pequeno, mas não estraga a magia da festa. Pela 1ª vez vou à uma festa de São João 'de verdade', para Amargosa, e lá fica a festa junina mais 'do momento' da Bahia, com bandas descoladas, como Asa, e uma galera jovem super animada.

    Minhas recordações do São João são ótimas: ja houveram arraiás no meu condomínio(antes da data oficial, porque essa era uma oportunidade de reunir os condôminos anets de 'quase' todos viajarem), queima de fogos com meus primos em Sergipe, comidas deliciosas, músicas típicas que me fazem recordar... E quando São João é em época de copa então, como foi em 98, 2002 e 2006(que eu acompanhei pra valer), é uam dupla festa!

     A história do São João é longa, mas vou resumir pelo que eu entendi: ela começou no Brasil porque nos canaviais, a data da colheita da cana de açucar era perto do dia de São João(dia 24, uam data que ja existia), a cana de açucar demorava aproximadamente 1 ano para ser colhida após o plantio, e essa festa na hora da colheita gerou uma festa. No Nordeste ela deve ser mais popular porque o centro do Brasil, antes da descoberta de ouro nas Minas Gerais, era o Nordeste, sendo Salvador a capital(embora, das 9 capitais nordestinas, Salvador seja a mais fraca em tradição, embora os interiores da Bahia tenham festas muito famosas). Então é isso, bom São João para todos!

publicado por pensepositivo às 15:07
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Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

A 8ª arte.

     Abre as cortinas e começa o espetáculo! A prensa começa o nivelamento para acertar qualquer irregularidade e compactar o terreno; Mas deixa uma leve inclinação partir da metade da circunferência para ajudar a drenar a chuva que cair no gramado; Um sistema de drenagem formado por 100 metros de cano! Os canos drenarão uma eventual chuva até ralos fora do palco do espetáculo, e logo acima do sistema de drenagem está o sistema de calefação com 27 km de tubulação que espalharão calor e manterão a temperatura entre 35ºC e 50ºC, impedindo o congelamento do palco no inverno; Esse palco é um gramado, e o sistema de irrigação é de última geração, pois molhar o campo não dá certo devido a distribuição desigual. Antes de plantar a grama despeja-se no terreno a matéria orgânica topsoil e areia, esta última para favorecer o escoamento da água! Acima do Topsil está uma camada fina de adubo nutritivo; Após plantada a grama, em 45 dias ela já está no ponto! A maquina de cortar grama trabalha periodicamente afim de manter uma altura média de 24 mm e assim o espetáculo poder seguir com naturalidade. Essa brincadeira custou 143 mil reais!
      Mas este foi só o palco, ainda falta construir um lugar confortável para a platéia. Os arquitetos elaborarão a planta com cuidado, os engenheiros civis farão cálculos cansativos, os pedreiros trabalharão no sol quente, tudo para a obra estar pronta o quanto antes! Mas antes de tudo o engenheiros de tráfegos terão que elaborar um plano inteligente para que em dias de espetáculo as multidões não congestionem o trânsito da cidade, além de que terá que elaborar pontos de a chegada de transportes em lugares estratégicos, para que o público não precise andar muito antes de sentar na sua confortável cadeira marcada com o número do ingresso. Estacionamentos amplos serão feitos para mais de 10.000 carros, e uma entrada alternativa para o estádio será feita para os artistas entrarem direto nos seus camarins sem precisar se expor antes de começar o espetáculo.
       Além do usual ingresso popular - sendo o mais popular de todos chamado de geral, que é um lugar mágico na beira do campo onde não há degraus e todos vêem o jogo em pé - haverão dentro dessa arena artística camarotes(onde as cadeiras são bem distante uma das outras, para ficar mais confortável, e não tão próximo do outro -claro, para quem não gosta do calor humano proporcionado por esse espetáculo) , tribunas de honra, tribunas para a imprensa, museu com a história das turnês antigas, lojas, cinema, restaurantes, enfim, um verdadeiro ‘Shopping center’. Essa arena será coberta para os torcedores, mas os artistas terão que tomar chuva, o que deixa o espetáculo interessante. Depois de concluída a obra, o preço assustador: 143 milhões de reais! Ou seja, 3 zeros a mais que a construção do gramado, ou palco, que custou 143 mil.
O camarim é luxuoso: nesse espetáculo, há 3 camarins: 2 para os artistas que irão disputar quem merece ser o dono do espetáculo e 1 para a comissão avaliadora de infrações. No camarim dos artistas que irão se enfrentar, há armários, onde eles colocam seus figurinos, há televisão e quadro, para o diretor fazer as últimas orientações antes do espetáculo, há duchas e banheiras de hidromassagem para relaxar os músculos e enfermarias, pois essa arte exige-se muito do corpo, que se cansa e muitas leves até leva-se a contusão; No meio entre os 3 camarins há um corredor com 3 direções(além da entrada dos próprios camarins): a de entrada e saída da arena, a para a porta da área de coletiva de imprensa e o túnel para a entrada e saída o palco. No túnel, onde pode-se entrar as duas equipes juntas ou a ‘equipe da casa’ ao som de aplausos e assobios e a equipe de fora sendo vaiada.
        A platéia, apelidada de ‘torcedores’, fazem o caminho de suas casas ou hotéis para a arena, apelidada de estádio. Nesse caminho, tem-se dois caminhos: o ‘elite’, onde você deixa seu carro num estacionamento seguro e segue a poucos passos de sua cadeira, ou o ‘caminho popular’, onde você confiará seu carro à um vigia, ou você vem de ônibus, desce de um ponto relativamente distante do estádio, e assim, sentirás o agradável cheiro de churrasco, da gritaria de vendedores de ingresso alternativos, apelidados de ‘cambistas’, além da venda de bebidas mais baratas que dentro do estádio e som alto, bandeiras balançando num ritmo carnavalesco em que a festa começa antes do espetáculo.
        Entrando no estádio, não importa onde esteja, você verá o mesmo espetáculo que todos, mas claro, com visões diferentes(no sentido físico e de pensamento). Lá dentro, acontecerá uma festa, com papéis brancos salpicados no gramado, sinalizadores de diversas cores, bandeiras, fogos de artifício e um telão que mostrará o ponto culminante do evento, o chamado ‘gol’.
       Nesse evento, chamado ‘partida de futebol’, várias pessoas trabalham durante o espetáculo, e várias trabalharam para esse espetáculo acontecer nesse dia, e com qualidade, são eles os dirigentes(embora esses na maioria das vezes atrapalham, deveriam ajudar), patrocinadores(portanto que não se perca o foco da paixão pelo futebol, mas os patrocinadores tem sua função respeitada), policiais, jornalistas(que correm atrás da notícia e são credenciados com crachás e coletes, para transmitir a complexidade do evento ao alcance de todos), médicos(todos torcemos para que eles não precisem participar, mas infelizmente, lesões são constantes)...
       Para executar a função melhor, o figurino dos jogadores(os artistas que competem em duas facções, chamadas de equipes ou times) são confortáveis, com tecidos de qualidade e calçados(chuteiras) que tirem a impressão de não estar descalço, e assim, os jogadores poderem desenvolver seu futebol simples e moleque, o ‘futebol-arte’, que é o que queremos ver.
 
*Colaboração de reportagens da revista Mundo Estranho na parte de infra-estrutura de estádios.
 
**Perceba que a utopia criada no texto reúne traços dos estádios sul-americanos(os papéis brancos salpicados, na Argentina; A Geral do Maracanã; A combi do regui da Fonte Nova e toda a bagunça gostosa de diversos estádios sul-americanos), europeus(com toda infra-estrutura, sistema de calefação, estádios que parecem shoppings...) e japonês(com arquibancadas umas distante das outras, onde a preocupação é o bem estar do público, e não lotar o estádio para arrecadar mais; Porém, o povo japonês não é tão apaixonado por futebol).
publicado por pensepositivo às 01:06
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